O sonho de Fisichella

O piloto italiano Giancarlo Fisichella estreou na F1 em 1996, pela equipe de seu país, a Minardi. Mas antes, Fisichella começou a carreira no kart aos onze anos de idade e competiu na Itália até os quinze anos. Foi vice-campeão europeu em 1989 e 1991 e campeão mundial em 1990. Em 1992, estreou na Fórmula 3 italiana. Na segunda temporada, foi vice-campeão, e conquistou o título em 1994.

Talvez, uma dos maiores sonhos (ou o maior deles) de Fisichella foi correr pela Ferrari; claro que na cabeça de um piloto de F1 se passa muitas coisas: guiar por uma equipe que lhe dê chances de andar na frente, poles, a tão sonhada vitória e o título. Mas qual piloto, e ainda mais italiano, talvez nunca sonhou em andar nos ‘carrinhos’ vermelhos de Maranello? Pois é, Fisichella é um que faz parte dessa turma.

Parte do desejo do italiano foi realizado em 1995, quando a Ferrari realizou testes particulares em Fiorano, o carro era do mesmo ano, mas usava o motor do ano seguinte; pois 1995 para 1996, a F1 trocou os motores V12 pelo V10. Fisichella e mais um ‘tropa’ de italianos, formada por Gianni Morbidelli, Pierluigi Martini e um certo Luca Badoer foram ‘honrados’ pela equipe.

O teste em Fiorano

Bem, no ano seguinte, em 1996, Fisichella estreou na F1, não pela Ferrari, como já havia dito pela Minardi. O italiano passou anos e anos ‘garimpando’ alguns pontos aqui, uns pódios alí. Correu pela Benetton (mas já não era aquela que rendera os dois títulos de Schumacher); e pela Jordan em duas ocasiões diferentes, em volta à equipe irlandesa, o piloto conseguiu uma vitória ‘zebrática’ no caótico GP do Brasil de 2003, foi a primeira vitória de Fisichella e a última da Jordan.

Depois foi para a Sauber, onde fez parceria com Massa em 2004, nada demais. Mas foi em 2005 que onde pareu que Físico iria decolar; logo na primeira corrida no ano na Austrália, assegurou a vitória em sua estreia na equipe, mas depois só desastres. Fez parceria com Alonso até 2006 quando também conseguiu uma vitória na Malásia; já que em 2007 a Renault já não era a mesma dos dois títulos do espanhol.

A dupla de Briatore: Fisichella e Alonso

Sem chances na Ferrai então, a saída foi correr pela estreante e fraca Force India em 2008; não preciso nem falar dos resultados. E em 2009, talvez foi onde seu ego foi ao ponto máximo! Na corrida belga em Spa, Fisichella desbanca todos e faz a pole com uma mera Force India: “Está possuído o Fisichella” relatou Galvão Bueno; mas pena que a vitória não veio, Kimi Raikkonen estragou a festa, mas um segundo lugar foi sensacional para o piloto e para a equipe.

Seu real sonho começou a tomar forma quando Felipe Massa sobreu o terrívela acidente em Hungaroring; na ocasião, foi substituído por Luca Badoer (aquele que também treinou com ele em 1995 em Fiorano); mas os desempenhos de Luca não foram os melhores. E talvez pelo grande desempenha da corrida da Bélgica, Fisichella recebeu o convite da equipe italiana para correr no Luca Badoer. Claro! Fisichella aceitou! Mas talvez não sabia do que realmente poderia acontecer nessa sua concretização de seu sonho.

Aqui, Fisichella tirando molde de seu cookpit

Logo na corrida italiana em Monza, Fisichella estreou pela Ferrari, e os Tifosi enlouquecidos por depois de muitos anos, contarem com um piloto italiano na equipe de Maranello. Mas infelizmente seu rendimento foi terrível até o final da temporada; o F60 cheios de defeitos, foi uma arma contra Fisichella. Talvez se houvesse permanecido na Force India, seus resultados com certeza teriam sido melhores; bem, seu sonho veio em um momento não muito bom da equipe Ferrari, e sua passagem por lá se tornou uma vergonha para todos.

Sua ida por lá já tinha tempo determinado, era apenas até o final da temporada até a volta de Massa; e sem nenhum lugar para correr em 2010, preferiu ser pilotos de testes (ou melhor, hoje em dia 3º piloto, já que não tem mais testes) da equipe Ferrari; e é bem , mais bem reserva.

A pilotada da Ferrari para 2010

Recentemente foram divulgados os capacetes dos pilotos da Ferrari em 2011, Fisichella continua na turma dos pilotos reservas:

Capacetes de Giancarlo Fisichella, Jules Bianchi e Marc Gené

Fisichella, como vários outros pilotos, tiveram uma história ‘considerável’ na F1; seu sonho foi realizado, mas talvez não da maneira que queria, um piloto bom ele é, só precisa de um ‘apoio moral’ dos engenheiros, só funciona no tranco. Talvez em algum teste da pré ou pós temporada este ano, Fisichella dê algumas ‘voltinhas’ com a Ferrari.


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2 comentários em “O sonho de Fisichella

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