Ultrapassagens. Permiti-las, ou facilitá-las?

A F1 em 2011 está por começar, equipes já preparando suas apresentações, finalizando os carros já os batizando – a Ferrari anunciou que o modelo para este ano será o F150, em homenagem aos 150 anos da unificação da Itália; o mesmo com a Hispania, mesmo com as dúvidas, disse que o carro será o F111.

Mas em meio a nomes, anunciação de pilotos e tudo mais, com certeza a grande novidade para este ano na F1 é a asa traseira móvel. Banida nos anos de 1970 por ser terrivelmente perigosa, a FIA (que se preocupa tanto com os pilotos) resolveu voltar com essa ideia para a categoria, para tentar (ou melhor, segundo eles resolver) o problema das ultrapassagens na F1.

É como eu costumo dizer, tudo na teoria é uma beleza, mas na prática que o pau quebra! A engenhoca da asa traseira móvel é linda, tudo explicadinho; o piloto aciona o sistema, que faz a parte de cima da asa ficar reta (é como se a asa ficasse como no circuito de Monza), e a perda de força do ar passando sobre a asa traseira fica eminente e o carro ganha mais velocidade para poder fazer a ultrapassagem.

Pouco arrasto do ar sobre a asa, exemplo de Monza

Funcionado assim, não tem nem como o carro da frente segurar o de trás, já que não fica autorizado o uso do sistema ao piloto que está sendo atacado. De certa forma (ou melhor, de toda forma) a ultrapassagem foi totalmente facilitada, pois é como se o carro da frente tirasse o pé do acelerador e o de trás com o da direita cravado até o fundo.

Até o grande “mago” dos carros da F1, Adrian Newey, Diretor Técnico da Red Bull, afirmou que o novo sistema da F1, estará facilitando as ultrapassagens, e não as permitindo. Com isso, depois dos testes da pré-temporada, todos os engenheiros da F1 estarão estudando melhor o comportamento dos carros, equipamento, e até o que os próprios pilotos pensam, a cerca da asa móvel.

Adrian Newey: “Devemos tornar ultrapassagens possíveis mas não fáceis!”

Muitos foram as tentativas de voltar àquela bela F1, onde as ultrapassagens de verdade eram feitas: o surgimento dos pneus com sulcos, até proibiram a troca de pneus, a volta dos pneus slicks, a redução drasticamente da turbulência (fim dos apêndices aerodinâmicos), o KERS (que também volta este ano), e agora, a asa traseira móvel que volta depois de muitos anos, para resolver o problema; a parte, é óbvio que vai resolver.

High Voltage, a volta do KERS

Como muitos já aviam previsto, as ultrapassagens serão “artificiais”, ultrapassou? Graças a asa traseira móvel. Todos sabemos que por mais inexperientes que alguns pilotos sejam, todos eles sabem entrar no vácuo de um carro, colocar de lado e passar. É até chato dizer de facilitar e permitir; só vamos ver como vai ser a reação de todos, até da própria F1, quando os carros estiverem na corrida.

Esperamos que não, mas aquele belo tempo da F1, onde ultrapassagens existiam, e eram feitas de lado… não será nada fácil resgatá-lo novamente.

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6 comentários em “Ultrapassagens. Permiti-las, ou facilitá-las?

  1. Trindade,

    É licito dizer que com a atual configuração dos carros, a ultrapassagem ficou escassa. Mas por outro lado, tem faltado também é vontade nessa turma.

    Koba san foi um exemplo ano passado mostrando que se o cara quiser é possivel passar sim.

    abs

  2. O Ron tem razão, tem pistas que não horríveis para ultrapassar, culpa do Tilke. Mas também depende do piloto, Kobayashi não poupa ninguém, é agressivo e arrisca, e geralmente os que disputam o título tem medo de perder pontos…

    Mas com a ATM ela vão aumentar.

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