Situações desesperadas, medidas desesperadas

Muitas expectativas ficaram em torno do GP da Austrália. Claro que, num início de temporada as expectativas são muitas; novos pneus, novo regulamento na questão dos carros, a volta do KERS, e claro, a maior delas, a Asa traseira móvel.

O sistema que volta à F1 depois de mais de 40 anos, é de autoria da Federação Internacional do Automobilismo (a mais que conhecida FIA), que resgata a antiguidade, a fim de trazer mais ultrapassagens na F1, coisas que nos últimos anos tem se tentado demais.

Mas apesar de um aparato, onde na teoria tudo faz sentido, pelo menos no GP australiano não se mostrou muito eficaz. Button ficou preso muitas voltas atrás de Massa, e mesmo usando a asa não conseguiu passar o brasileiro dentro da regularidade; só mais depois que o inglês conseguiu o feito.

Claro, não vejo isso como “culpa” de ninguém, porque situações desesperadas (falta de ultrapassagens) requerem medidas desesperadas (KERS, Asa móvel, novos pneus). Apenas seria mais interessante, se a F1 fosse mais F1, deixar de ser “a categoria que precisa de mudanças”, mudar ano após ano não resolve, uma coisa não deu certo hoje, amanhã já muda; a categoria já tem o que precisa que é de carros e pilotos.

Será muito bom, quando a própria F1 voltar a ser aquela “menina dos olhos” do mundo da velocidade. Creiamos que a asa traseira móvel irá funcionar, o circuito de Albert Park realmente não é o melhor lugar para se mostrar novidades que precisam de “espaço” para serem realizadas. Em Sepang será diferente, suas retas mostrarão que as novidades já funcionam; ao menos é isso que imaginamos.

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5 comentários em “Situações desesperadas, medidas desesperadas

  1. Na Malásia, creio que funcionarão. Em Albert Park, a reta onde era permitido seu uso era curta e o locla de acionamento da asa vinha antes da curva 16, ou seja, o piloto só podia abrir a asa na saída da curva, o que comprometia sua eficiência, pela perda de tempo e metros.

  2. Eu acho que a F1 deveria parar um pouco no tempo, parar de tentar sempre evoluir, e evoluir, e evoluir. Porque na década de 80, 90, ninguem reclamava de falta de ultrapassagens? Se não, porque foram mudar? Já estava bom, acabou.

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